quinta-feira, 23 de agosto de 2007

Viajando pra variar

Acho positivo o suposto negativo
Até saudável uma parcela de
pessimismo
fobia social
ceticismo
antipatia
niilismo
frieza
Acredito que indicam algo recomendável.
Mas encontrar
sorrisos
levezas
humanidades ocultas e
esperanças no meio da selva de pedras também é fundamental.
Isso: esperança e niilismo! Dois exemplos de partes que podem se combinar e terminar em algo positivo. O ódio da situação que resulta em ruptura para algo melhor. Do pensamento amargo a sensação doce depois.

segunda-feira, 23 de julho de 2007

Ela transformou seus amores em trivialidade. Mentira, nem foram amores de verdade.
Enfim, prefiro o silêncio do que a trivialidade. Simples. Mas requer complexidade.

A minha buceta não é trivial.
Nem a minha ideologia será.

Prefiro o bloqueio que tudo se tornar corriqueiro.
Pois é, com o tempo a gente aprende... a não ser trivializado.

domingo, 15 de julho de 2007

Suspeito que há mais morte que vida!

Lembrar de pessoas que não fazem mais parte da nossa vida, saudade! Penso nas pessoas do presente e fico feliz por tê-las, por estas novas pessoas especiais contribuírem com a minha existência. E sinto pelas que passaram, passado. As coisas lindas que já vivi!
Pra mim perder traz a sensação de morte. Como, por exemplo, uma grande amiga que está em outro país no momento, nesse tempo a perdi, não a terei viva comigo. A morte traz saudade! O abraço que não acontece é a morte do ato. Muitas coisas morrem e a toda hora, diria que até violentamente. Também sinto pela morte dos muitos personagens que viveram em mim. Daquele gesto que não é mais meu. Das paixões. Dos amigos. A morte daquele sentimento antes de se deparar com as coisas do presente, como o sentimento de criança, morte da possibilidade de ver com aqueles olhinhos, aquela visão que nunca mais vai acontecer. Mas vivo sonhando com o futuro, sinceramente não morro de dores pelo passado e nem de saudade, só não sou indiferente à essas mortes, aliás sou muito viva quanto a elas! Todos os dias há morte de vida, de tempo, de vitórias e a mais sentida das mortes: as das pessoas que um dia nosso coração teve e puramente amou... Então o que me resta é "fazer o luto dos seres queridos significa guardá-los no coração e na memória para fazê-los viver além da morte." Sempre com amor.

quarta-feira, 11 de julho de 2007

...

E tem o tempo de parar
Em que as vísceras encontram-se sem movimento
Quietinhas
Intocáveis
Solitárias
A cabeça abaixa-se docemente
Os pés fixos no chão
Lábio com lábio, sem mexer a boca!
A única coisa em movimento é líquida...
rola na superfície do rosto
e cai sutilmente no colo!

quinta-feira, 28 de junho de 2007

Morra NAZI

Está acontecendo a discussão sobre as cotas para negros na UFRGS, junto com manifestação dos neonazistas, como as pichações que fizeram, inclusive aquela que dizia "negro só se for na cozinha do RU, cotas não!". Que nojo! De fato no Restaurante a maioria dos que nos servem são negros, enquanto que a maioria dos estudantes são brancos. O que é uma triste diferença econômica e racial. Coisa pra ser mudada, e esse é o momento histórico pra isso, por isso eu defendo as cotas. Ainda por cima com essas pichações. Pois é, a melhor faculdade do RS é composta por aluninhos neonazistas. Bah, isso mexeu comigo visceralmente, mesmo! E acabei de ver um vídeo sobre o neonazismo e outras imagens, como um amontoado de mortos esqueléticos do Holocausto. Chorei. Não entendo como podem existir pessoas capazes de apoiarem esse tipo de ideologia, como contaminou tanta gente, no século XX, pensando na dimensão do tempo histórico, foi ontem ou há um segundo atrás. É muito próximo e não é por acaso que ainda existem jovens que aderem, que existem em Porto Alegre e mundo afora, que há o "neo"nazismo.
Mataram milhões de judeus, comunistas, ciganos, homossexuais, negros
O Holacausto é a mancha cruel e inesquecível da nossa História. Que nunca mais aconteça! E que ano que vem possa encontrar com muitos negros na universidade, que a vitória não seja desses racistas sem senso de igualdade e amor aos outros seres humanos.

terça-feira, 26 de junho de 2007

Escrever ou não num blog?

Volto a escrever para a virtualidade. Sem total convicção, confesso, já saí do orkut para passar menos tempo com essa máquina (vício contemporâneo, para quem pode)... Acho que blog fica naquele coisa egoísta, no blablabla sobre si mesmo. Mas também é um contato com as outras pessoas.
E expressar pela união das letras é bom! Minha professora de Sociologia da Educação disse para exercitararmos mais a escrita, consequentemente lapidando as idéias, contornando o confuso. Aliás minha cadeira com ela acabou, que pena! Gostei muito da pessoa dela, querida, flexível, humana. Agora lembrei do primeiro dia de aula ela se apresentando, com um sotaque carioca dizendo: "Pois é, eu fiz sociologia porque achava que ia mudar o mundo" (básico). E olhou meio pra cima, como quem diz "que ingenuidade juvenil" e depois olhou calmamente para fora da janela por pequenos instantes. Olhando em direção ao horizonte: céu límpido...(como são os sonhos). E mais embaixo o capitalismo à tona, com todos os barulhos que sua engrenagem tem direito. E nós, futuros educadores, ali, num "quadradinho" de um prédio, em meio a tantos, discutindo sobre tudo isso. A visão emancipatória de Marx. O descortinamento, detestável, do neoliberalismo. É, isso é bom: o clareamento das idéias. Busca infinita!

Então serão minha víceras expostas
E que elas nunca parem, estagnando-se, quase morrendo...
Que as vísceras sejam eterna renovação - como nossas células - revolução
e mar... extenso... profundo...silenciosamente revelador...
Movimentando-se com revolta,
movimentando-se com calma......